Mês de reforço escolar

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Julho é mês de descanso de professores, alunos e pais, certo? Para muitos sim, mas para alguns, aqueles que apresentam notas abaixo da média requerida pela escola, é hora de recuperar o tempo perdido fazendo reforço escolar.
Os pais entram em ação na busca de um professor particular que possa restituir ao aluno o gosto pela aquisição de conhecimento. Maria Inês é uma dessas professoras. Formada em Pedagogia, professora particular e de Ensino Fundamental I e aluna de pós-graduação em Psicopedagogia, ela revela que “quando os pais procuram um reforço escolar para seus filhos, mostram uma grande preocupação em relação às notas”. Cabe ao professor particular acolher os pais e compreender a ansiedade natural que esse tipo de situação provoca.
Maria Inês procura estabelecer uma relação de confiança com o aluno, para que ele possa expressar livremente suas dúvidas, medos e inseguranças. “É importante que o estudante compartilhe seus erros, pois eles são sinais que ajudam o professor a entender como o aluno aprende e quais habilidades podem ser mais trabalhadas”. Outro ponto essencial é incentivar o conceito positivo na criança, valorizando suas conquistas.
Meninos e meninas, a maioria entre 11 e 14 anos, alunos do Ensino Fundamental II, principalmente os que estão cursando a 5ª e 6ª séries, são os que mais procuram pela professora Maria Inês. A disciplina que mais preocupa a todos é Português, principalmente quanto à produção textual. Os alunos das escolas particulares são os que mais procuram reforço, porém, ela já desenvolveu projetos em escolas públicas. Maria Inês diz que “existem imensas diferenças contextuais entre escolas públicas e particulares, porém, a capacidade dos alunos de vencer dificuldades é a mesma, dependendo apenas de empenho de cada um”.
A princípio ela é contra aulas particulares durante as férias, apenas para casos de preparação para testes ou provas específicas. “As férias constituem um tempo valioso, no qual a criança deve aproveitar os momentos de lazer, descanso e contato com outras crianças para se divertir e recuperar as energias”, diz a professora.
Importante salientar que o reforço escolar não pode ocupar o lugar de “muleta”, que só produz resultados imediatos, sem alteração de comportamento. Maria Inês afirma: “O reforço é um trabalho direcionado ao favorecimento da aprendizagem e à construção da confiança e da responsabilidade em relação aos estudos”.

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