A turma do rock

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Em um pequeno trecho da Pompéia, final dos anos 60, um bando de garotos, alguns estudando no Colégio Estadual Zuleika de Barros, outros no Liceu Tiradentes – já extinto, ouviam e curtiam Elvis Presley, Little Richard e começaram a se interessar por música, não só como ouvintes, mas com músicos também. E o rock era a linguagem comum a todos. Entre esses garotos estavam Sérgio Dias e Arnaldo Batista que junto com espevitada Rita Lee iriam formar Os Mutantes tempos depois.
Outros garotos também empunharam suas baquetas e guitarras e criaram grupos como o hoje quarentão Made In Brazil, dos irmãos Oswaldo (guitarra) e Celso Vecchione (guitarra), Cornelius (voz), Celso Cebolinha (baixo) e Nelson Pavão (bateria), em 1967. Tinham como modelo o som dos Rolling Stones entre outros.
O Made in Brazil já se tornou uma lenda do rock. A pintura no rosto, que foi marca de grupos como Kiss e Secos e Molhados, já era usado pelo Made, bem antes. O grupo já teve mais de 90 músicos que passaram por suas diversas formações até hoje. Essa galera vai virar um livro que Oswaldo Vecchione está escrevendo e deve ser lançado no ano que vem: “Serão 40 histórias destes 40 anos de estrada do Made”, informa o guitarrista-escritor.
“Sérgio Dias foi quem começou a mexer com música”, diz Luiz Carlini, “ele começou a fabricar seus instrumentos e amplificadores” e influenciar outros amigos de escola. Carlini com Lúcia Turnbull, Lee Marcucci e Emilson criaram, em 1973, o Tutti Frutti que mais tarde teria Rita Lee em sua formação. “Muita gente vinha até a Pompéia em busca de equipamentos e a convivência com outros músicos foi aumentando e aqui virando ‘point do rock’”. Hoje, o Tutti Frutti com nova formação, continua a fazer shows pelo país.
A força do rock da Pompéia poderia ser medida nos anos 70: das cinco maiores bandas do país, três eram do bairro: Made in Brazil, Tutti Frutti e Mutantes. As ruas Caraíbas, Venâncio Aires e arredores perderam a tranqüilidade e muita gente saiu de lá e se incorporou ao cenário do rock. Outros ficaram, e até hoje, mantêm acessa a chama do velho e bom rock’n roll.

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