Contra a dislexia

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Contra a dislexia

Pedagoga e moradora do bairro oferece atendimento em domícílio para crianças e adultos portadores de dislexia.

Os transtornos de aprendizagem são classificados em três categorias: o transtorno específico de leitura (dislexia), o de escrita (disgrafia) e o de matemática (discalculia). De acordo com pesquisas relativas ao tema, de 5 a 10% da população apresenta algum transtorno de aprendizagem e nesse subgrupo cerca de 20% dos casos apresentam uma combinação (comorbidade, na nomenclatura médica) desses transtornos. 

Mas como definir exatamente o que é dislexia? Karen Kauffmann Sacchetto, pedagoga, mestre em distúrbios do desenvolvimento e especialista em distúrbios de aprendizagem, explica que a dislexia não é uma doença, mas sim um distúrbio genético e neurobiológico de funcionamento do cérebro para todo processamento linguístico relacionado à leitura. “Os disléxicos têm dificuldade na leitura. Eles não compreendem ou não decodificam o que está escrito e, em alguns casos, nem compreendem nem decodificam.”

Não rara, mas ainda desconhecida por muita gente, a dislexia não tem um tratamento, entretanto, a capacidade de entender um texto pode ser desenvolvida com ajuda profissional. “É importante ressaltar que o diagnóstico deve ser feito por uma equipe multidisciplinar. Já as intervenções corretas em pessoas diagnosticadas, crianças ou adultos, ajuda-as a sair de rótulos como preguiçosa, burra, incapaz… mesmo porque, os disléxicos têm, em geral, capacidade intelectual acima da média. Einstein, Agatha Christie, entre outros gênios, eram disléxicos”, declara a pedagoga.

Karen, moradora de Perdizes, oferece seu trabalho de tutoria educacional em domicílio, facilitando bastante a vida. “Não há uma forma única de se trabalhar com um disléxico, porque cada indivíduo tem um perfil de aprendizagem diferente. Algumas pessoas são mais visuais e precisam de estímulos visuais, outras são mais auditivas, ou táteis, enfim… não há um método, cada caso é tratado de forma especial”, revela. 

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