Disposição e simpatia

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Algumas pessoas ainda têm a idéia equivocada de que idoso é sinônimo de monotonia, calmaria e preguiça. Mas é cada vez mais comum deparar com idosos que mostram que a idade não é barreira para nada, e realizam atividades que muitos sonham em ter coragem ou oportunidade de fazer.
Quem vê Adeilde Neiva pode até pensar que ela seja uma senhorinha bem calma. Mas, assim que a conhece é fácil perceber que, além de muito simpática, ela tem muita disposição. Depois de passar muitos anos dando aulas de bordado e cuidando da família – ela é casada há 60 anos, tem duas filhas e três netos – há seis anos ela se aventurou por uma nova empreitada: a de atuar.
“O meu genro conheceu o dono de uma agência que estava precisando de uma pessoa na minha idade e perguntou se ele conhecia. Aí começou tudo”, conta ela. Entre os comerciais em que ela atuou estão um de um carro da Ford, da Nextel e, entre seus preferidos, o da Gerdau GG 50, em que faz uma senhora que tira uma marreta da bolsa no final do comercial.
Ela é pernambucana, mas está em São Paulo desde 1972, e conta que desde que se mudou para cá, já foi morar em Perdizes. “Eu gosto de morar aqui. Já me sinto paulistana”.
E não é só na telinha que ela se aventura. Adeilde também já desfilou na SPFW, em janeiro de 2009, no desfile de Ronaldo Fraga. O desfile foi muito comentado pela mídia por ele ter usado pessoas idosas ao invés das modelos comuns. “Achei fantástico, porque a gente, quando chega nessa idade, se sente tão feliz quando tem uma oportunidade de também fazer o que os jovens fazem. E o Ronaldo é uma pessoa espetacular e com muita visão porque a terceira idade consome muito e não deve ser desprezada”, ela fala.
Entre um comercial e outro, ela também gosta de fazer bordados. “Modéstia a parte, meu bordado é uma pintura”. Aos 86 anos, ela está cheia de disposição para encarar os testes. “Eu acho ótimo. Sou muito comunicativa. Até mesmo no teste eu fico feliz de ficar conversando com aquelas mulheres todas”, diz ela, e fala que não tem problemas em decorar os textos. “Eu não sei viver exclusivamente em casa. Eu tenho que estar me movimentando, fazendo qualquer coisa”, completa.

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