Celebrando a vida

0
1954

Foto:

Walkiria em posição yogi

Walkiria Leitão foi aluna de Shimada Sensei, um dos pioneiros do Yoga no Brasil. Mas conforme contou para a reportagem do Guia Daqui, a nossa personagem da edição de setembro conta que despertou para essa prática milenar ainda muito jovem e estava residindo em Recife por conta de uma transferência que o marido recebeu na empresa. “Eu já estava ficando insatisfeita com aquele ritmo de vida em Recife, começava a perceber que aquilo não batia com o meu estilo de vida”, comenta.

Foi quando um artigo de Caio Miranda numa importante revista da época, a Manchete, falava sobre a Yoga e aquilo, revela Walkiria, provocou uma identificação com a busca que ela estava experimentando havia algum tempo: um trabalho corporal que ajudaria na descoberta de si mesmo. De acordo com a professora, o yoga trabalha todo o seu corpo, inclusive o funcionamento das glândulas.

Depois de ter lido a matéria na Revista Manchete, Walkiria conta que encontrou o sentido para muitas coisas que buscava. Voltou com o marido para São Paulo e foram morar na Vila Pompeia, em uma casa que ficava próxima à escola onde estudava o filho, quando criança.

Dedicada e aplicada, Walkiria continuou os estudos e conta que fez a instrução com o professor Garoti e Marcos Rojo. “Uma prática bem feita de yoga faz o indivíduo manter um estado de presença constante. E o importante é conhecer o que está acontecendo com você, mesmo”, adverte.

Filha de músico, Walkiria conta que era muito comum o pai interromper alguma atividade dela com os irmãos para que prestassem atenção em alguma ária musical ou durante os passeios, chamava a atenção das crianças para que contemplassem as árvores.

Sensibilidade herdada, Walkiria acredita que as coisas dão certo “quando aquilo o que queremos é bom para gente e não vai prejudicar ninguém de maneira alguma”. E complementa: é preciso sentir o que se está fazendo – às vezes o indivíduo acha que esta fazendo yoga, mas ele está apenas se alongando. Precisa ter clima, silêncio ou uma música adequada e nunca esquecer que a verdadeira prática do asana é a meditação em movimento”, define.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA