O sax|do bem

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José Luiz e seu sax

Um marceneiro da Pompeia, José Luiz Alves, além de produzir os mais diferentes móveis para residências e empresas, faz da música um trabalho social. Semanalmente ele vai a presídios tocar para os internos.
Gaúcho de Pelotas, José Luiz tem uma história comovente. Órfão aos dois anos de idade, foi viver em um abrigo mantido pelo Exército da Salvação. Enauquanto seus nove irmãos foram morar com familiares. “Todos arrumaram uma família, menos eu”, diz sem demonstrar mágoa. No abrigo, além da formação básica, aprendeu marcenaria e aprendeu a tocar um instrumento, o sax. “Tem o som bonito e não tem quem não goste”, diz.
Ao completar a maioridade veio para São Paulo. Com uma carta de apresentação ingressou na orquestra do maestro Milani, na TV Tupi. Ficou dois anos e depois tocou em diversas casas noturnas de São Paulo. Ao mesmo tempo, reunia dinheiro para montar sua marcenaria. Quando juntou o capital necessário, decidiu abandonar a música. “Até vendi um sax por uma mixaria”, afirma.
Durante um ano, só foi marceneiro até que recebeu convite para tocar em uma igreja evangélica. “Arrumei um sax, fui e acabei retomando o gosto de tocar”. Tempos depois, sentiu que com seu instrumento poderia dar mais alegria e satisfação para outras pessoas. Se apresentou como voluntário para tocar em cadeias e presídios. “Lá dentro, o pessoal vive uma vida sofrida e qualquer um que leva alegria é bem aceito por eles!”. Diz que na época do abrigo quando qualquer visita aparecia “era uma alegria para nós”. Afirma que quando sai de lá, sai mais fortalecido. “A música agrada a qualquer pessoa. E com os presos acontece o mesmo!”.
Ele montou há 12 anos a sua marcenaria aqui no. Afirma ter um grande número de clientes do bairro e gosta de trabalhar com madeira. “Quando entrego um trabalho e o cliente fica feliz, melhor ainda”, diz.
Além do trabalho voluntário, ele faz apresentações em eventos. “Tenho muitos conhecidos e sempre aparece uma apresentação para fazer”. Pretende ainda se apresentar na Feira da Vila Pompeia. “Quem sabe no ano que vem”, profetiza.

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