O esquenta|da Pompeia

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Folionas criativas e irreverentes

Eles foram chegando aos poucos, observadores, silenciosos, um jeitão meio solitário que só paulista tem. Grupos de dois, de três, de quatro no máximo. Paulista não segura vela, a não ser que a amiga da amiga vai pintar por lá, e pintou. O sol brilhava e prometeu ficar até o fim sem vexame. O chope trincava no QG e logo depois chegou o carro de som. Era o que faltava. Os grupos se alvoroçavam com os ídolos encarnados nos carnavalescos que foram ver o que a Pompeia tem. Gigantes, ídolos de todos os tempos, os bonecos que representaram a atriz Wilza Carla e Dr. Sócrates animaram a trupe.
A dupla de compositores Manoel Ferreira e Ruth do Amaral deu o ar da graça e de cima do carro de som puxou as cerca de mil e quinhentas pessoas que se encontraram no Bar Santa Zoé, na Rua Cotoxó, segundo os organizadores do evento. Marchinhas conhecidas de todo o público como Me dá um Gelinho, A Pipa do Vovô, Coração Corintiano, por exemplo, deram o tom da festa e fizeram a galera dançar o tempo todo atrás das cordas.
Quem se fantasiou foi atração garantida. Elvis Presley, o corintiano maluco e homens barbados vestidos de mulher não faltaram. Crianças e adultos seguiram a ordem: brincar até cansar.
Nenhum incidente foi registrado pela polícia, briga, ou caso de desordem pública. O que se viu o tempo todo foi uma galera muito disposta a se divertir. A festa do Bloco Passaram a Mão na Pompeia é uma iniciativa do Centro Cultural Pompeia e quer resgatar o espírito familiar dos blocos de ruas de bairro. Tem o apoio dos bares do circuito por onde percorrem os foliões, e da Página Editora que publica o Jornal da Gente, Guia da Vila Madalena e os Guias Daqui.

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