O dono do salão

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A dono do salão

À frente de um tradicional salão de barbeiro, com 62 anos de existência, Henrique Scorcione Jr. tem dedicado os últimos 30 anos de sua vida no comando da equipe de oito profissionais de cabelo e barba.
Henrique herdou do pai o Salão Marília, que ocupa uma das esquinas das ruas Turiassu com Cardoso de Almeida. “Meu pai era cliente aqui e o antigo dono que fundou o salão ficou endividado e decidiu vender. Meu pai, que tinha outros negócios, achou interessante e comprou. Como ele não era barbeiro, deixou no comando o Américo, que ficou muitos anos”, conta ele.
Fiel às tradições, Henrique, apesar dos apelos e das novidades do mercado, fez poucas alterações no salão. “Neste ano fizemos uma boa reforma e deixamos o salão mais bonito e moderno. Antes desta, fizemos uma em 1964”, conta o empresário. 
Ao contrário de muitos salões pela cidade, aqui o dono não concorre com os barbeiros da casa na disputa aos clientes. “Sou formado em administração, é esse meu trabalho aqui. Assim como meu pai, nunca quis fazer concorrência com a minha equipe. E acredito que esse é um dos motivos de termos profissionais com mais de vinte anos de casa”.
Sempre presente no salão, Henrique é quem recebe os clientes. Muitos deles vêm ao salão desde a infância. “E alguns já trazem os filhos, como os pais os trouxeram”. O grosso da clientela é formado por executivos. Mas graças à localização, Henrique credita 20% do movimento aos passantes.
Sobre o salão não aceitar mulheres como clientes, Henrique avisa que elas são bem-vindas, mas só como acompanhantes. A explicação é que em um salão voltado exclusivamente para os homens, os clientes ficam mais à vontade, ao contrário dos salões unissex da cidade. E acredita que muitos deles são fiéis por conta dessa exclusividade.
Além de cortar cabelo e barba, com hora marcada ou não, o Salão Marília também oferece serviços de pedicuro, manicure, limpeza de pele e de engraxate.

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