Only youuu!

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Vanessa Falabella é a brasileira escolhida para integrar o tradicional grupo americano The Platters.

A cantora Vanessa Falabella sempre andou bem acompanhada. No Brasil, cantou com  Paulinho Pedra Azul, Lô Borges, Marcus Viana, Nivaldo Ornelas e Toninho Horta, só para citar alguns. Nos Estados Unidos, acompanhou Eumir Deodato, César Camargo Mariano, Sadao Watanabe, Romero Lubambo e Gato Barbieri, citando outros. A boa nova é que ela agora vai participar da turnê que BJ Mitchell, Ronn Howard e Kevin Carroll – integrantes do famoso grupo vocal americano The Platters – farão por algumas cidades do Brasil. “O rapper americano Mike Zulu me convidou para ir a um show do The Platters, no ano passado. Fui apresentada a eles, convidada a entrar no grupo e aceitei”, conta. Em quatro ensaios Vanessa já era da turma. “Meu histórico é de grupo, cantar em harmonia, com dez vozes. Adoro fazer isso.”
Os primeiros exercícios em público foram feitos em São Paulo quando Vanessa participou de apresentações do grupo na casa de show Biroska e na quadra da Escola de Samba Unidos do Peruche. “Foi um show para a comunidade, muito legal”. Entre abril e maio, eles seguem para cidades do interior de São Paulo e do Nordeste.
Vanessa Falabella é mineira de Belo Horizonte, canta desde os nove anos de idade e sempre recebeu estímulo dos “adultos”. Um deles foi seu tio, Rogério Falabella, pai da atriz Débora Falabella, que a levou para o estúdio. Estudou canto em BH e foi aprimorar-se nos Estados Unidos. Levou para lá o “Clube da Esquina”, mas bebeu do blues e do jazz e os misturou à música brasileira, para cantar em casas pequenas e no grande Carnegie Hall, com Cyro Baptista e Romero Lubambo. No show ao ar livre que fez em frente ao rio Hudson, em Nova York, soltou os versos da música “Fazenda”, conhecida na voz de Milton Nascimento: “Água de beber / Bica no quintal / Sede de viver tudo…” “Sempre cantando música mineira lá também”, relembra. Após o ataque às Torres Gêmeas voltou para o Brasil, assinou com a Sony BMG e gravou o CD “Vibe”.
Vanessa mora em Perdizes, há sete anos. Balança a cabeça afirmativamente, deixa a cabeleira cair com força para reafirmar que vai ficar. “Estou deixando correr”. Frequenta as atividades do Centro Cultural Pompeia, saiu no bloco de carnaval do bairro, adora a feira de rua realizada às sextas-feiras, a poucas quadras de onde mora, e os bares da região. Vanessa só lamenta não poder levar o cachorro para passear no Parque da Água Branca, pois é proibido.
Enquanto a vida corre, Vanessa grava  jingles, trabalho que sempre fez. Quando ouvir na propaganda o grito feminino dizendo que o “energético” te dá asas, é ela. 

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