Uma casa brasileira,|com certeza

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Há quase 37 anos no mesmo endereço, o restaurante Macedo’s continua a oferecer um cardápio amplo nos pratos à la carte e na comida por quilo, serviço em que foi pioneiro.

Em 1977, era uma casa onde os irmãos Abel, José e Pedro Spínola serviam apenas pizza. Na primeira reforma do local ampliaram o atendimento e o cardápio e passaram a servir almoço à la carte. “A pizza era um trabalho mais para a noite. E o bairro tem um potencial muito grande”, avalia o português Pedro Spínola, o último a chegar ao Brasil, após temporada na Austrália. Na quarta reforma, deixaram o ambiente aconchegante e moderno, com câmara fria para o lixo e para refrigeração, máquina de gelo, iluminação na medida do conforto, que se expande nas cores claras e setores divididos. 
Na entrada, uma sala de espera compartilha o espaço térreo com mesas e cadeiras bem distribuídas. Na parte de cima, mais lugares e o bufê com 30 tipos de saladas e 10 pratos quentes, servidos por quilo somente no almoço. Aliás, a comida por peso foi um pioneirismo da casa. “As pessoas procuravam um local onde pudessem montar seu prato com saladas e carboidratos. Além disso, o atendimento é mais rápido e evita o desperdício para o cliente e para nós também. O quilo veio para ficar”, pondera Pedro. À noite, antepastos, pizzas e pratos à la carte, que vão de saladas, massas e carnes.
Tudo que está no cardápio para consumo no local é também oferecido no serviço delivery, sem taxa de serviço, cuja área de entrega é bem ampla: da Marquês de São Vicente, na Barra Funda, a Pedroso de Moraes, em Pinheiros. Pedro garante que um prato mais elaborado não demora mais de 45 minutos para chegar ao bairro da Lapa, por exemplo. O sócio conta que os três pedidos campeões de vendas são: file à cubana – file-mignon, palmito, banana, presunto e bacon empanados, com arroz, fritas e ervilha – custa R$ 84,50 para duas pessoas. “Mas a porção serve até três pessoas”, diz Pedro. O filé à parmegiana está em R$ 87,00 e o strogonoff sai por R$ 89,00, ambos os pratos para duas pessoas também. Na regência da cozinha, estão dois nordestinos: um cearense e outro alagoano. Para beber, além de refrigerantes e sucos, carta de vinho variada.
Apesar do empreendedorismo, Pedro não prevê ampliação do restaurante. “Ah! Tem a idade, né? E os filhos já estão educados”. Mesmo num endereço bem localizado, os irmãos não estão pensando em nada excepcional para os eventos da Copa do Mundo, no ano que vem. “Temos um telão instalado, só”. Pedro acredita que o técnico Felipão vai melhorar a seleção brasileira. “Ele montou uma base boa com a seleção de Portugal. Acho que vai conseguir com a brasileira”, aposta. 

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